domingo ,17 junho 2018
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Servidor conta como foi aprovado em concurso federal

Eu sou o Lourenço Camara, atual servidor da Petrobras, e quero contar um pouco da minha trajetória para vocês. Um tempo atrás tive essa conversa com os meus amigos e quando me perguntaram sobre a minha empreitada nos concursos, respondi com tranquilidade: “Tive tempo… logo corri atrás de treinamento, disciplina já tinha… tive sorte também”.
Mas como é que tudo começou? Pois bem, foi no verão de 2006, mais precisamente em janeiro. Cheguei em casa depois das férias e logo a ficha caiu: estava formado e desempregado, no meu último dia de aula acabou o estágio e não fui contratado.
Naquele momento pensei quais eram os meus pontos fortes e fracos…minha rede de relacionamento era ruim, mas tinha tempo disponível e capacidade de estudar, logo concurso foi a ideia que me pareceu ter retorno mais rápido e, claro, os benefícios e os salários iniciais das estatais estavam melhores do que aqueles que a iniciativa privada oferecia. Sem contar que a competição me parecia mais justa.
Antes disso, em 2001, cheguei a passar em um cargo técnico na REGAP (prova da Cespe), mas deixei de lado a oportunidade para centrar esforços na faculdade, o trabalho era de turno e tinha certeza que ia ficar muito cansado para me dedicar à faculdade. Foi uma decisão difícil porque era um bom salário, mas acreditava que no fim da faculdade estaria em melhores condições do que no começo, o que de, certa maneira, se confirmou.
Depois de formado quando decidi prestar concurso logo surgiu aquela história que muita gente conhece: “você não vai passar!”, “já tem gente estudando há mais tempo que você”, “vai ficar o dia inteiro em casa estudando?”. Eu ouvia tudo calado, preferia engolir cada zoação.
Eu acredito que com disciplina nos treinamentos os resultados tendiam acontecer. Portanto, felizmente, assim que decidi prestar concursos, ventos começaram a soprar a favor; vieram os editais, primeiro da Cemig e depois da Petrobras. Quando saiu Petrobras, não tive dúvidas…era o foco, e os que viessem depois eu dava um jeito de complementar a matéria (logo após vieram o da Infovias e Anatel).
Lembro-me até hoje de quando imprimi o edital. A princípio fiquei um pouco cabisbaixo, pois parecia que tinha saída da faculdade desatualizado e que o trabalho ia ser grande. O jeito era destrinchar o edital, planejar, estabelecer metas, conhecer a banca do concurso (Cesgranrio) e ir para cima…industrializar o tempo! Eram 30 vagas, contei animado.
Bons materiais, bons cursinhos ou bons professores é o calcanhar de Aquiles em concursos…assim como nos esportes, um bom treinamento pode otimizar o tempo, aumentar o tempo de descanso e com melhores resultados. Naquela época até não pensei muito nisso, mas hoje, principalmente depois das Olimpíadas no Rio, percebi o quanto os técnicos e treinamentos fazem diferença no alto desempenho.
Uma semana antes da prova fui lá em Betim/MG descobrir onde era o local da prova, valeu a pena, quando chegou no dia do teste já tinha o caminho na mente – nem GPS tinha na época. No dia da prova dei logo de cara com um pessoal da faculdade, inclusive uma menina que foi destaque acadêmico por anos lá na PUC. Naquela hora, logo pensei: “menos uma vaga!”. Mas depois preferi deixar para lá e coloquei na minha mente que só precisava de uma vaga.
Passados cinco minutos minha ansiedade sumiu, concentração total, encarava como a chance da minha vida naquele momento. Queria fazer a prova da melhor maneira possível. Tempo controlado. Fiz e refiz a prova. Fim da prova. Dever cumprido. Gelada no final para comemorar – não sabia se iria passar, mas era o fim de um projeto.
Como disse no começo, tive sorte, duas questões que errei foram anuladas e minha pontuação final foi boa, classifiquei entre os 15 primeiros suplentes. O concurso valeria por dois anos e eu pensava que daria tempo de ser convocado. E realmente deu tempo. Mas enquanto isso não ocorria, eu fui aprovado no concurso da Infovias, onde trabalhei até a convocação na Petrobras.
O que eu posso dizer disso tudo? Valeu muito a pena essa dedicação para concursos! Foi de fato a realização de um sonho!
Lourenço Camara (camaralp@gmail.com)

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